Estudos clínicos recentes liderado pelo Prof. Dr. Vanderlei Bagnato (Instituto de Física da Universidade de São Paulo – IFSC - Campus São Carlos); Prof. Dr. Nivaldo Parisotto (Departamento de Fisioterapia da Universidade Federal de São Carlos - UFSCar) e Profa. Dra. Ana R. Dâmaso (Programa de Pós-Graduação em Nutrição da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP), realizados com mulheres portadoras de obesidade, demonstraram que o uso terapêutico do laser de baixa intensidade, associado ao treinamento físico moderado (aeróbio + resistido), por 12 semanas é capaz de promover alterações metabólicas importantes, o que resulta em maior proteção cardiovascular, além do conhecido efeito de redução na quantidade de gordura corporal (Campos et al, 2015; Duarte et al, 2015; Sene-Fiorese et al, 2015 www.pubmed.com).

Interessantemente, estudos inéditos sobre LLLT, ainda não publicados, demonstraram que a proteína FGF-21 (Fator de Crescimento de Fibroblastos), quando aumentada após um período de emagrecimento, associando o uso do laser ao treinamento físico (perda aproximada de 5% no peso corporal), promove redução do Neuropeptídeo Y (NPY), principal fator orexígeno (aumento da fome e diminuição do gasto energético). Este efeito apresentou-se associado à manutenção da massa magra (acelera o metabolismo e favorece o emagrecimento) e redução da massa gorda.
Este achado é de extrema relevância, uma vez considerando que estes efeitos em conjunto podem, além de promover o emagrecimento contínuo e ponderado, contribuir para que seja evitado o indesejável efeito io-iô, que comumente ocorre em obesidade.